Translate

quarta-feira, 5 de novembro de 2014

NORMAS GERAIS - SOBRE A LEI 13.019/2014 - TCE-RS


Por: Marcos Rolim
Coordenador da Assessoria de Comunicação Social do Tribunal de Contas do Estado - RS



Vídeo 
NORMAS GERAIS - SOBRE A LEI 13.019/2014 - TCE-RS

Faz parte de um conjunto de vídeos explicativos sobre a Lei 13.019/2014 (Lei das Organizações da Sociedade Civil) produzidos pelo Tribunal de Contas do Estado do Rio Grande de Sul, através da Escola Superior de Gestão e Controle Francisco Juruena.

terça-feira, 4 de novembro de 2014

INSTITUTO RIO LANÇA EDITAL ANUAL


Instituto Rio lança edital anual
Publicado por editora Rets

O Instituto Rio lança o edital anual de 2015, que terá como foco apoiar iniciativas de organizações e grupos da sociedade integrados à rede da Universidade Comunitária da Zona Oeste. O Instituto Rio doará, através do Fundo Vera Pacheco Jordão, o montante de R$ 240.000,00, e o processo de seleção para recebimento de propostas estará aberto até o dia 11 de janeiro de 2015.

As organizações apoiadas serão nomeadas como polos da Universidade Comunitária e deverão executar propostas tanto no âmbito das comunidades locais, como no fortalecimento das organizações e grupos de base comunitária da sociedade civil que integram a Rede Instituto Rio.

Interessados/as em participar do processo seletivo poderão fazer consultas exclusivamente por email.

sexta-feira, 17 de outubro de 2014

DEMOCRACIA REPRESENTATIVA E PARTICIPATIVA COMO FOCO DE AÇÕES DO TERCEIRO SETOR

Professor Aroldo Vasconcelos
Economista
Gerente de Fomento ao Terceiro Setor - SEAE

Nesse mês de outubro estamos vivenciando mais uma vez em todo o país o ensaio pessoal e democrático de fazer escolhas. Analisamos as propostas de candidatos em primeiro turno e agora no segundo turno. Pelo sufrágio ocorrido em cinco de outubro próximo passado temos novo compromisso cidadão no dia 26. Quero nesse artigo explorar com os meus amigos e amigas leitores a essência do movimento de organizações do terceiro setor, e ferramenta estatutária de muitas delas que é a representação e a participação na mudança e na transformação da vida em comunidade; a forma do público e do coletivo na expressão elementar dos nossos direitos e deveres como civilizados e como atores sociais. Gostaria de memorar com todos que para haver prosperidade individual e crescimento particular é preciso ambiente oportuno e diálogo, sempre o diálogo. Pois bem, Rondônia avançou bem nos últimos anos nesse campo, temos até uma legislação estadual para regrar as relações entre o governo e as organizações do terceiro setor, tanto as urbanas como as rurais. Uma ação organizada ocorrida no mês de setembro passado demonstra o grau de compromisso com os avanços que essas entidades já registram no campo da gestão focalizada na representatividade e na participação democrática. É fato que entre os anos de 2002 a 2010 governantes da época pouca atenção deram aos movimentos sociais, suas organizações e suas necessidades, talvez pelo formato fechado em si mesmos, priorizando a autossuficiência do Estado como ente resolvedor de todos os problemas públicos; o que na realidade, desde a década de 90 não faz mais parte da agenda de gestores públicos antenados com o desenvolvimento e o potencial de parcerias que o terceiro setor representa. 

Os representantes do povo, eleitos para a gestão do coletivo já não podem se dar ao luxo de acreditar que o primeiro setor é solucionador impreterível de todos os problemas, à exceção daqueles que estão garantidos na constituição como ações intransferíveis - como saúde e educação; ademais a evolução das sociedades e das economias em todo o mundo dizem que os setores de determinada economia em determinado espaço geográfico devem proceder com alianças sociais para a plena garantia de satisfações básicas de todos os seus habitantes. Dito isso, recorro ao momento presente para informar aos cidadãos e cidadãs que o terceiro setor de Rondônia tem suas propostas e seus anseios em relação ao diálogo social, especialmente com os gestores públicos e os empresários na medida em que os problemas sociais advindos de desdobramentos de planos de governo - como é o caso da construção das usinas do Madeira ou de catástrofes naturais - como ocorrido no inicio de 2014 com a cheia histórica dos rios e seus afluentes; retroceder no diálogo social e na participação cidadã com seus conselhos e suas lideranças jamais. Rondônia caminha para o fortalecimentos de suas instituições e suas lideranças representativas e que a eleição em segundo turno possa trazer as certas e devidas garantias de crescimento econômico e desenvolvimento social que o futuro precisa, para os que estão vivos hoje e para os que ainda hão de nascer.

terça-feira, 14 de outubro de 2014

PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO AJUDA INSTITUTO A DEFINIR SEU FUTURO

Há 16 anos, o Instituto da Oportunidade Social (IOS), mantido pela gigante brasileira de software TOTVS, trabalha com a formação e empregabilidade de jovens e pessoas com deficiência. Tanto tempo de estrada, no entanto, exige momentos de parada para repensar os caminhos percorridos e avaliar quais deverão ser tomados.

“Em 2013, ao assumir uma nova gestão, começamos a refletir sobre o que é nosso trabalho e quais os nossos desafios nos próximos três anos”, diz a gerente geral do IOS, Kelly Christine Lopes. A organização sentiu necessidade de um planejamento estratégico que a ajudasse a definir uma visão de futuro. “Buscamos o IDIS para nos ajudar, pois entendemos que o instituto é uma referência no investimento social privado”, continua Kelly.

O primeiro passo foi fazer um diagnóstico, para obter informações precisas sobre o IOS, explica a gerente de projetos do IDIS, Raquel Coimbra, que coordenou o processo. Na etapa de diagnóstico foram feitas entrevistas com diversas pessoas que trabalham no IOS – cerca de 20% dos funcionários, segundo Kelly, participaram dessa fase de conversas.

A etapa de reflexão estratégica também contou com a participação da equipe do IOS. O IDIS utilizou a metodologia do Balanced Scorecard (BSC) adaptado a organizações da sociedade civil e, como resultado, construiu um mapa que apontou quatro grandes frentes estratégicas para o IOS. “Após a construção do mapa, desdobramos as quatro frentes estratégicas em programas e projetos dentro de um plano de ação com metas até 2016 para o IOS”, diz Raquel.

O trabalho do IDIS encerrou-se com a entrega de um relatório final. O documento está servindo de pilar para dois projetos que o IOS vem desenvolvendo. “Para termos ainda mais presença entre nosso público, estamos investindo em um modelo de capacitação por videoaulas”, diz Kelly. No momento, a equipe está avaliando quais são os modelos existentes no mercado e o que desperta o interesse dos jovens.

Além disso, o instituto também tenta transformar seus cursos em modelos de franquias sociais. “Estamos trabalhando com uma equipe jurídica e buscando parcerias com o Ministério do Trabalho, para nos expandirmos e aumentarmos nossa presença”, afirma Kelly. Ela afirma que os dois projetos devem ser implantados no começo de 2015.

Fonte: Instituto para o Desenvolvimento do Investimento Social

quinta-feira, 25 de setembro de 2014

PROCURAR SER SUSTENTÁVEL COM MAIS ADESÃO E COLETIVIDADE, pensando e construindo uma cidade melhor com melhores cidadãos.

Professor Aroldo Vasconcelos
Economista
Gerente de Fomento ao Terceiro Setor - SEAE

​Caros amigos e amigas de Rondônia, hoje especialmente para os concidadãos meus de Porto Velho. Reporto-me à um seminário ocorrido no auditório da Biblioteca Pública Municipal Francisco Meirelles, em frente à catedral e do lado do prédio da prefeitura. ​Ali, nos dois dias, primeiros dias dessa penúltima semana de setembro ocorreu a III Conferência da Diversidade Humana em uma Cultura de Paz com quatro painéis com participantes e debatedores aqui do nosso meio e uma palestra master com o presidente do Instituto Filantropia de São Paulo - Márcio Zeppelini. 

A palestra durou uma partida de futebol. Durante 90 minutos ele abordou um tema recorrente no meio - mover-se diante de seus objetivos e suas metas pessoais, mas para construir um mundo melhor a partir de mudanças interiores. Isso sim, valeu a pena! Tocou-nos por demais.





O paulista falou de coisas da rotina de todos nós, procurando sempre o positivo e com isso buscando motivar os presentes sobre a sustentabilidade do ser e a insustentabilidade do ter. Sem filosofias, mas com abordagens práticas, inclusive falando um pouco de sua histórias - seus erros e acertos, Zeppelini encantou aos quase quarenta participantes. Isso mesmo, menos de cinquenta pessoas dos mais de 300 convidados bloquearam suas agendas e puderam participar.

Perderam os 260 e outros que não foram. Essas e outras oportunidades reais de repensar atitudes, pensamentos, conceitos, viveres e atitudes desencontradas estão em minha opinião desconstruindo projetos e propostas de mudança real. O dia a dia e a rotina estafante da maioria absoluta das pessoas têm estragado a sociedade. 

A ausência de tempo para o parar e observar nos distancia da necessária excelência nas relações. Tumulto, muita informação, competição, resseção, confrontos, problemas, distopias, avarias, remoções, correr sem pensar. Isso tudo nos está realmente tornando unidades expressas de consumo. 

O seminário foi em sua terceira edição pensado no inicio do ano, divulgado nos últimos 90 dias massivamente, com o foco nas lideranças de terceiro setor e poucos participaram, denotando para os observadores que realmente os professores e atores sociais que foram ao tatame do diálogo e da exposição precisam fazer mais, alardear mais que precisamo nos encontrar, nos ver, nos reunir, nos entender e sobretudo parar o que estamos fazendo e dialogar.

Porto Velho merece mais de nós. Estado, Sociedade Civil Organizada e empresários. 
Precisamos unir essas esferas em torno de um diálogo produtivo que requer o encontrar, o conversar e o parar para ouvir. Simplesmente, parar. 
Uma parada estratégica que alcance os corações desses atores para construir algo melhor do que o que hoje temos. 

Nossa cidade, tal como está hoje, desencoraja investidores e maltrata seus moradores com tanta ausência de preocupação coletiva com o futuro e ausência de lideranças. 

Muita coisa precisa ser feita. Mas, concordando com os colegas e amigos que estiveram esses dois dias no encontro e também refletindo com o visitante de São Paulo: precisamos parar um pouco, olhar para nós mesmos e para o entorno de nossos egos; em seguida nos dar as mãos e planejar um sonho coletivo de uma nova e sustentável cidade, par nós e para os nossos filhos e netos.


sexta-feira, 5 de setembro de 2014

CARTA ABERTA DA CAMPANHA ÀS CANDIDATURAS

BRASIL PRECISA DAR CONSEQUÊNCIA À ESSENCIALIDADE DO ACESSO À INTERNET



As entidades que integram a campanha Banda Larga é um Direito Seu vêm a público para apresentar à sociedade e, em particular, aos candidatos e candidatas à Presidência da República bem como ao Senado e a Câmara Federal, seu posicionamento quanto à garantia do direito de acesso universal aos serviços de comunicação de dados (= banda larga) e à Internet como condição indispensável para o exercício pleno da cidadania e instrumento para inclusão política, social, cultural e econômica das pessoas em um mundo interconectado pelas tecnologias digitais, de modo a concretizar o que está expresso no Marco Civil da Internet – Lei 12.965/2014.

O cenário atual

Hoje, no Brasil, o acesso à Internet se dá, basicamente, a partir da oferta de planos oferecidos pelas empresas de telecomunicações. O serviço de telecomunicações que dá suporte ao acesso à Internet em redes fixas, o Serviço de Comunicação Multimídia, é prestado em regime privado. Ou seja, apesar de se tratar de serviço de interesse coletivo e essencial, seus prestadores não estão sujeitos a obrigações de universalização, continuidade e modicidade tarifária, contra disposição expressa do art. 65, § 1º, da Lei Geral de Telecomunicações – LGT, em razão do que os investimentos em infraestrutura e preços são definidos principalmente pelo interesse do mercado. Ao contrário, um serviço em regime público, conforme a LGT, define metas a serem atingidas visando a universalização do serviço por todo o território nacional, e regras de tarifação, controladas pelo órgão regulador, de modo a lhe viabilizar amplo acesso pela população.

O único serviço atualmente prestado em regime público é o telefônico fixo. Certamente, era ainda o mais importante há quase 20 anos, quando a LGT foi sancionada. Hoje é um serviço que tende a ser progressivamente substituído pelas redes de alta velocidade, ou “banda larga”. Estas não somente servem à telefonia (comunicação privada entre duas pessoas) como a tudo o mais que necessite de infraestrutura de comunicações, inclusive carregamento de filmes para audiência privada, atividades lúdicas ou profissionais de busca de informações, todo tipo de interação pela Internet, vendas de mercadorias ou serviços etc. A “banda larga” hoje é um serviço socialmente essencial; a comunicação e informação, assim como a utilização de diversos serviços públicos se dão pela Internet, razão pela qual desempenha também papel estratégico para os Poderes Públicos.

Portanto, é incontestável que a evolução da tecnologia e das relações econômicas, políticas e sociais levaram a que a Internet tenha passado a ocupar papel central na sociedade.

Diante disso, há alguns anos, muitas organizações e estudiosos sobre o tema apontam que o acesso à “banda larga” precisa ser alçado ao status de direito, portanto garantido pelo Estado brasileiro e deve ser prestado não só no regime privado, mas também no regime público, com obrigações de investimentos determinadas pelo Poder Público. Esta proposta, inclusive, foi aprovada por unanimidade pela 1ª Conferência Nacional de Comunicação, em 2009. Mais recentemente o Marco Civil da Internet (Lei n. 12.965/2014) reconheceu em lei não só o direito de acesso à internet a todos, mas a sua essencialidade ao exercício da cidadania. Tratam-se de duas disposições complementares, já que um serviço essencial deve ter o seu acesso garantido a todos, isto é, deve ser universalizado, como previsto na LGT.

Contudo, desde a privatização até hoje, o país deu passos tímidos e insuficientes no sentido de garantir a democratização da banda larga, contrariando garantias constitucionais de acesso universal a serviços públicos essenciais assim como o dever do Estado de planejar e definir políticas públicas que orientem a sua exploração por entes privados, de modo a equilibrar interesses privados e interesses públicos.

É verdade que alguns ensaios importantes foram feitos para ampliar o acesso à Internet no Brasil, que está entre os mais caros do mundo. Entre as iniciativas governamentais, a mais relevante foi o Programa Nacional de Banda Larga, lançado em 2010. Apesar de insuficiente, ele definia metas importantes para interiorizar e ampliar a infraestrutura para a conexão de cidades e localidades não atendidas pelo setor privado, inclusive resgatando a Telebras para cumprir papel estratégico nesse esforço. Infelizmente, a pressão das operadoras de telecomunicações foi tal que mesmo o tímido PNBL foi esvaziado pelo governo, e são poucas as ações deste programa que estão em andamento. Com isso, o Brasil continua sem redes suficientes para atender a demanda crescente do país, principalmente onde não há interesse de mercado, do que decorre as baixas velocidades de provimento do serviço de acesso à Internet, com preços elevados, de péssima qualidade e ainda para poucos.

Em complemento, as políticas para o setor foram construídas sem diálogo efetivo com a sociedade, alinhando-se mais aos interesses das empresas privadas. O governo não definiu ao longo destes anos um projeto estruturante com objetivos claros a serem alcançados.

Assim, os vários temas relativos à política de telecomunicações foram tratados de forma fragmentada. Questões que envolvem o serviço de telefonia fixa (STFC) e a revisão quinquenal dos contratos de concessão, a descontinuidade dos Telecentros, CRCs e pontos de cultura, o debate em torno do uso das frequências para banda larga móvel, o uso dos Fundos públicos como o FUST – Fundo para a Universalização dos Serviços de Telecomunicação, o FUNTTEL – Fundo para o Desenvolvimento Tecnológico das Telecomunicações e o FISTEL – Fundo de Fiscalização de Telecomunicações, entre vários outros temas caminharam sem a sinergia necessária, considerando que todos fazem parte do que deveria ser uma política estruturante para o setor, com vistas a universalizar o acesso ao serviço de comunicação de dados. E, sem a visão do todo, olhar projetos específicos contribui apenas para reforçar o tratamento da inclusão e da cidadania digitais como questões menores, mais relacionadas à configuração de um mercado do que à estruturação de políticas coordenadas voltadas à concretização de direitos fundamentais.

Este é o nó essencial que impede o Brasil de avançar numa área nevrálgica para a inclusão social, entendida em toda a sua complexidade, e para a consolidação da democracia. O Estado precisa ter uma política clara para o setor que passa, necessariamente, pela revisão do regime de prestação do serviço de acesso à Internet.

Brasil 2015, o desafio é a universalização

A campanha Banda Larga é um Direito Seu apresenta aos candidatos e candidatas à presidência da República algumas diretrizes que consideramos essenciais para o estabelecimento de políticas de telecomunicações pautadas pelo interesse público e pela garantia de acesso por todos e todas. Estas políticas devem estar inseridas no debate de um projeto de comunicação democrático e convergente.

- Garantir a oferta da banda larga em regime público (reconhecendo, como já ocorre na telefonia fixa, a oferta do serviço também em regime privado), como ação fundamental de uma política estratégica do governo para a universalização do acesso à Internet;

- Conduzir o processo de revisão quinquenal dos contratos de concessão da telefonia fixa de maneira coerente aos seus princípios de universalização e modicidade, bem como integrada à implementação da banda larga em regime misto;

- Integrar ações das esferas Federal, Estadual e Municipal para a universalização do acesso à banda larga, possibilitando a conexão de qualquer pessoa ou instituição ao serviço e otimização do uso da infraestrutura, inclusive por meio da reserva de espaço eletromagnético e fibras ópticas livres de licenças para aplicações comunitárias sem finalidade lucrativa;

- Garantir que os recursos do FUST – Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações – sejam utilizados apenas para investimentos em infraestrutura que tenham como objetivo o cumprimento de metas de universalização, obrigação que se refere somente a serviços prestados em regime público;

- Recuperar o papel da Telebras como instrumento público fundamental para a condução de políticas públicas que tenham o objetivo de garantir a universalização do acesso à banda larga. Este papel deve se dar tanto no âmbito do mercado, atuando na última milha para ofertar a conexão à banda larga onde a iniciativa privada não tenha interesse ou condições de fazê-lo, como também na construção e gestão da infraestrutura de rede para atender à crescente demanda de conexão em todo o país;



- Fortalecer instrumentos de regulação e fiscalização com independência em relação ao mercado, participação social e atuação rápida e eficaz, não só com relação à competição, mas também quanto à qualidade do serviço. Estes instrumentos devem atuar sobre todo o sistema, incluindo a Telebras, grandes e pequenos provedores privados.

terça-feira, 12 de agosto de 2014

D. O QUE MUDA EM RELAÇÃO AO PLANEJAMENTO DAS PARCERIAS?

Da Série CONHEÇA O MROSC DE A a Z

Fonte: Marco Regulatório das Organizações da Sociedade Civil

D. O que muda em relação ao planejamento das parcerias? 

O planejamento é uma etapa fundamental para a realização de uma boa parceria. O art. 8º, por exemplo, determina que a Administração Pública adote medidas para assegurar a sua própria capacidade técnica e operacional de acompanhamento das parcerias. Isto inclui tanto a capacitação de pessoal quanto o provimento dos recursos materiais e tecnológicos necessários. Esta previsão é muito importante para que os gestores públicos possam apoiar e acompanhar de maneira efetiva a execução das parcerias celebradas com as organizações. A organização, por sua vez, deverá elaborar cuidadosamente seu Plano de Trabalho, prevendo os objetivos, os custos, as atividades e os profissionais envolvidos em cada etapa.

#MROSC 

quinta-feira, 31 de julho de 2014

O MARCO REGULATÓRIO DAS ORGANIZAÇÕES DA SOCIEDADE CIVIL FOI SANCIONADO PELA PRESIDENTA DILMA ROUSSEFF

Entenda o Marco Regulatório das Organizações da Sociedade Civil

Para estabelecer conjunto de normas próprias nas parcerias com o Poder Público, o Marco Regulatório das Organizações da Sociedade Civil foi sancionado pela presidenta Dilma Rousseff, nesta quinta-feira (31), no Palácio do Planalto. A ideia é coibir a corrupção e trazer segurança à atuação das organizações de fato comprometidas com o interesse público. 


Uma conquista de todos os brasileiros. A partir de hoje, com a sanção do Marco Regulatório, as parcerias entre o poder público e as organizações civis serão fortalecidas com mais eficiência e transparência. Assista e entenda como funciona #MROSChttp://goo.gl/tDEFah


DIÁLOGO SOCIAL, UMA FERRAMENTA DE FOMENTO AO DESENVOLVIMENTO REAL E SUSTENTÁVEL.

Professor Aroldo Vasconcelos
Economista
Gerente de Fomento ao Terceiro Setor

Caros amigos, falo muito sobre o conceito das coisas nos artigos que tenho escrito e nas aulas e palestras que tenho ministrado desde o ano de 2004 porque aprendi com filósofos, pensadores, professores renomados e especialistas de todos os matizes que a construção de projetos e programas de resultados econômicos e sociais prescindem de compreensão e aprofundamento. 
Desde os tempos idos do Comunidade Solidária e do Comunidade Ativa que o aprendizado de conceitos como comunidades sustentáveis, redes sustentáveis, diálogo social, planejamento participativo, controle social, participação solidária, empreendedorismo social e responsabilidade empresarial refletem em cada unidade da federação de acordo com a cultura da conversa e do compromisso com os fundamentos da democracia. 
Processos e procedimentos autocráticos ou autoritários de qualquer gestor público culminam em baixa efetividade e certamente em vícios de execução que vão desde o desconhecimento simples da legislação em vigor - que no Brasil não é pouco o arcabouço jurídico para a gestão pública, até a potencial nível de corrupção. Muitos desses problemas degenerativos da ação pública na busca de solução para problemas rotineiros e de alta complexidade podem ser minimizados pelo simples diálogo despretensioso entre os segmentos que compõem uma economia em determinado espaço geográfico - território.

Os pesquisadores e mestres no desenvolvimento têm argumentado que para a melhor promoção do desenvolvimento de uma localidade, há que se preparar de maneira inteligente e carinhosa três pontos basilares, sem os quais haverá certamente a corrosão de propósitos a médio e longo prazos. Quais sejam: 1 - governança preparada e escolhida democraticamente; 2 - capital empreendedor com vontade e preparo; gestão compartilhada focada em resultados econômicos, sociais e ambientalmente sustentáveis.
Esse tripé é conseguido como o melhor dos ambientes para que as boas sementes de projetos, programas e planos governamentais possam frutificar, gerando para os grupos sociais, a empresa e o público as condições de maturidade, prosperidade e convivência em paz. Esse ambiente propício para o desenvolvimento com cooperação entre o primeiro setor, o segundo setor e o terceiro setor apenas alcançam aqueles atores sociais e representantes desses segmentos que apostam no diálogo social e no controle social democrático como instrumento para a escolha de projetos e programas que efetivamente impulsionam os resultados nos diversos campos que formam uma determinada sociedade.
Aqui é importante lembrar que os conselhos de politicas públicas surgiram na década de 90 como base para essa prática democrática e do controle social, mas que cada um e todos os atores precisam estar imbuídos com certa maturidade de participação e de contribuição que apenas a capacitação continuada pode gerar. 
Neste sentido, mais uma vez quero registrar que os estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Bahia, Pernambuco, Ceará, Rio Grande do Sul e Minas Gerais desenvolveram nas duas ultimas décadas um sistema de participação e controle social onde Estado, Mercado e Sociedade Civil trocam experiência e aprendizado na busca de soluções para seus inúmeros e crescentes problemas de ordem econômica e social. 
Nada supera o diálogo no campo privado das relações de indivíduos, trazendo resultados que minimizam os desconfortos por exemplo entre irmãos, amigos, colegas, vizinhos, filhos e casais; certamente que no campo público onde os interesses coletivos são o desdobramento dos anseios privados de melhores níveis de qualidade de vida, com mais segurança, mais saúde, saneamento, educação e renda perpassam a todos. 
A boa manutenção dos níveis diálogo entre a sociedade e seus gestores públicos e o fomento da capacitação e da participação representativa ampliando e consolidando democraticamente esse diálogo social produz o solo fértil para um verdadeiro banco de ideias e de soluções eficazes para o desenvolvimento local, regional e nacional.

C. POR QUE CRIAR INSTRUMENTOS JURÍDICOS PRÓPRIOS PARA AS RELAÇÕES DE PARCERIA E AFASTAR OS CONVÊNIOS?

DA SÉRIE CONHEÇA O MROSC DE A a Z

Fonte: Marco Regulatório das Organizações da Sociedade Civil

C. Por que criar instrumentos jurídicos próprios para as relações de parceria e afastar os convênios?

Atualmente, o convênio é o instrumento jurídico mais utilizado para as relações entre as organizações da sociedade civil e o Poder Público. No entanto, ele foi criado inicialmente para regular as relações entre entes do governo federal e entes estaduais e municipais. A sua aplicação para as parcerias com organizações muitas vezes trata as OSCs como se fossem estados ou municípios, apesar da sua natureza jurídica de direito privado. A criação de instrumentos jurídicos específicos para as relações de parceria com as organizações contribui para que se reconheçam as suas peculiaridades, evitando analogias indevidas com os entes federados e a aplicação de regras inadequadas. Com esta mudança, substitui-se a utilização do convênio como instrumento de parceria com entidades privadas sem fins lucrativos, ficando este restrito as parcerias entre entes Federados, como era seu propósito original.